Alemanha

ALEMANHA – Um país encantador!

Embarcamos, num voo da TAM,  para a Alemanha. Eu e meu marido – uma lua de mel –  em Maio de 2010.  Que país surpreendente. Organizado, hospitaleiro, com belas paisagens.  Só tivemos um probleminha: voltamos com quilos de excesso e não foi na bagagem não…..

1o dia. Chegamos em Frankurt e, depois de um rolé pelo aeroporto que  é gigante, fomos até a Hertz retirar o carro que alugamos ainda no Brasil. Era para ser uma BMW, mas o atendente, muito simpático, nos informou que não tinha o modelo disponível. Meu marido, louco para dirigir um legítimo alemão, não hesitou em dizer o quanto ele estava decepcionado. Conversa vai, conversa vem, e depois de muita negociação conseguimos um upgrade. Alugamos uma Mercedes Caminhonete por mais 150 euros a semana. Partimos então para Heidelberg com a ajuda da nossa guia, um GPS, que apelidamos de Herta!! Santa HERTA!!! Não fosse ela, ainda estaríamos perambulando pelas estradas da Alemanha. Aliás, as estradas são impressionantes. Pistas largas, sem buracos, muito bem iluminadas…..Ah, que saudade!!! Chegamos em Heidelberg, uma cidade medieval, 1 hora e meia depois. Já estava tarde, mas a vantagem de viajar nesta época é que só escurece por volta de 21:30 horas. Deixamos nossas coisas no hotel que eu super recomendo. Ele fica muito bem localizado e ainda nos deram um quarto grande e com vista para o rio Neckar: http://www.hollaender-hof.com Saimos do hotel e fomos passear na rua principal, a Haupastrasse, que tem muitas lojas, restaurantes, cafés…Andamos pra cá e pra lá, tudo quase fechando e de repente veio a fome. Paramos em um bar super delicioso. Foi quando eu pedi um prato e uma bebida que iriam me acompanhar durante quase toda a viagem: salsichões brancos com uma mostarda doce e cerveja, muita cerveja. Olha, quem me conhece sabe que raramente bebo cerveja, mas as da Alemanha são maravilhosas. Depois de uma caminhada voltamos ao hotel. Que sono!

Hotel Holländer Hof - Heidelberg

2o dia. Acordamos e fomos tomar café da manhã na praça. Depois, subimos de bondinho para o Castelo de Heidelberg. A vista da cidade é linda. Só ela, já vale o passeio. O castelo em si não tem muitas atrações não, mas os jardins também são muito bonitos. Cerca de 3 milhões de pessoas visitam esse lugar todos os anos. Tava frio, frio, frio. Descemos depois de umas 3 horas de visita e fomos almoçar na rua principal. Adivinha? Salsichões de novo, claro! Comemos no Löwenbräu, que fica naHauptstrasse 127. Restaurante muito simpático, bem típico da região e com bom preço. Um pouquinho depois, no número 94, entramos em um café sensacional e partimos para a sobremesa: torta de floresta negra. Essa dica é imperdível. Anote aí: http://www.cafe-schafheutle.de Depois, caminhamos pelas lojas, visitamos igrejas e atravessando a ponte velha, chegamos no Caminho dos Filósofos.  Poetas e escritores viveram ali momentos de inspiração como Johann Wolfgang von Goethe, Clemens Brentano e Joseph von Eichendorff. Quem consegue chegar ao topo da montanha é recompensado com uma linda vista do centro histórico, o rio, o castelo, o verde da paisagem.  À noite jantamos no Hotel Zum Ritter St Georg, na Hauptstrasse 178. Pedi um Braised roast deer in juniper cream sauce, ragout of forest mushrooms, buttered vegetables, home made “spätzle” and pear filled with mountain chanberries. Preço  18,00 euros. Traduzindo: uma carne de cervo muito macia com um molho com cogumelos divino, spätzle que é uma massinha alemã, brócolis e couve-flor com uma pêra regada a frutas vermelhas. Devorei o prato!!!

3o dia – Saímos cedo de Heidelberg e fomos para Ludwigsburg. O conjunto barroco do século 18 é formado pelo palácio residencial onde viveram os duques e reis de Württembergos, os jardins do palácio e do prazer, palácios favorita e Monrepos. Lá visitamos os aposentos reais e também os museus. São 4 no total. Na Galeria Barroco, obras de pintores alemães e italianos dos séculos 17 e 18. No Museu de Cerâmica, uma quantidade enorme de peças muito antigas e bem conservadas. O museu da Moda também me surpreendeu com tecnologia para exibir as roupas antigas.  E, por fim, o pequeno palácio, a Casa do duque Carl Eugen, mostra os quartos privados do Duque com mobiliário original. Depois da visita, que pode levar até um dia inteiro. Depois seguimos viagem até o Castelo de Neuschwanstein, que fica em Fussen. Subimos de charrete até o castelo  arquitetônico criado pelo “louco” Rei Ludwig 2º que gastou uma fortuna dele e do Estado. O lugar é mesmo um conto de fadas e não é a toa que inspirou Walt Disney. Fizemos a última visita guiada às 18:00 horas. O lugar tem uma energia incrível. Fiquei apaixonada pela arquitetura do castelo, pela natureza ao redor dele. A vista, o clima, tudo é lindo.  Como após nossa visita não tinha mais ônibus, nem charretes, descemos do castelo a pé, pelo meio da floresta, numa aventura que levou uns 30 minutos. À noite jantamos no restaurante do Schloss List Hotel Fussen. Um dos melhores jantares de toda a viagem. Cardápio impecável com uma carne de cervo com cogumelos flambados feita na nossa frente. Só me arrependi de não ter dormido em Fussen. Seguimos para Munique. Viagem curta, que deve ser linda durante o dia. Em Munique ficamos hospedados no Anna Hotel, um hotel butique super cool e bem localizado, porém um pouco barulhento. http://www.annahotel.de/en

4o dia – Munique. Acordamos e o café da manhã estava incluído em nossa diária. Maravilhoso. Queijos, vários outros tipos de frios, iogurtes, sucos, pães, excelente variedade. Como meu marido ficou trabalhando no hotel, fui passear pela cidade sozinha mesmo. E não tive a menor dificuldade porque, como disse anteriormente, o hotel é muito bem localizado. Como estavamos na Karlsplatz, foi só seguir pela New Hauser Strasse, que diga-se de passagem tem lojas e mais lojas e mais lojas, até chegar a Marienplatz, o coração da cidade, rodeada de museus, igrejas e mercados. Ali fica a Nova Prefeitura. No prédio gótico, bonecos fazem uma coreografia, como numa caixa de música, em três horários diferentes: 11h, 12h e 17h. Ali também fica a Igreja de São Pedro. Segui então até a Maximilianstrasse, a rua das lojas caras de Munique. Bem ali fica o Teatro Nacional, e a Residenz que visitei no dia seguinte. Bem, voltei para o hotel para resgatar meu marido,  e mostrar para ele as belezas desta cidade famosa pela Oktoberfest. Almoçamos no Zum Franziskaner, um restaurante super gostoso e bem típico. Salsichões, of course, e cerveja!!!!

5o dia – Como era um feriado na Alemanha e estava quase tudo fechado,  fomos direto ao Residenz, palácio que hospedou a corte bávara entre os anos de 1385 e 1918. Um espetáculo!!!! Não só os quartos, mobílias e salões, como também as jóias reais. Cada jóia!!!  Guarde umas 3 horas para a visita. Depois fomos almoçar no Hofbrauhaus, a mais famosa choperia de Munique. Lotada, é claro!!!  Sentamos lá na parte de cima do restaurante. Depois voltamos para o Hotel e nos preparamos para seguir viagem. Next stop: Nuremberg!!! Chegamos na cidade umas 7 da noite e deixamos nossa bagagem no Le Meridien. lemeridiennuernberg.com O hotel é super bem localizado. Bem em frente a parte mais antiga da cidade. Aproveitamos que o sol nos acompanhava até às 09:00 da noite para ir até o Castelo. Qual não foi a nossa supresa quando ouvimos um barulho de música e descobrimos que no fosso do castelo acontecia o Festival de Cerveja de Nuremberg. Várias barraquinhas com salsichões e cerveja de tudo quanto era lugar. Conhecemos dois alemães e foi uma noite inesquecível!!!!

6o dia – Acordamos e o dia estava lindo. Pela primeira vez, SOL, muito SOL!!!!!  Coloquei uma bermuda e aproveitamos para passear de dia pela cidade de Nuremberg. Que lugar apaixonante!!!! Fomos novamente ao Castelo medieval de Kaiserburg que tem cinco quilômetros de muros, com um total de 80 torres e um pequeno museu. É um bom exercício físico, mas a vista da cidade recompensa a subida. Conhecemos também a torre Königstor e o portão de Königstor, além de outras construções medievais como a Igreja Gótica de São Lourenço, com a “Saudação Angélica” do escultor Viet Stoss, e a Igreja de São Sebaldus, com o grupo da crucificação, também de Viet Stoss. Seguindo a dica dos nossos amigos alemães deixamos Nuremberg para conhecer um OUTLET há uns 30 minutos dali. Fica em Herzogenaurach.  A loja da Adidas é na Olympiaring 2, Herzogenaurach. Ficamos umas 3 horas lá dentro. Vale super a pena. Depois de algumas compritas fomos para Rothenburg-ob-der-Tauber. Essa aldeia medieval, inspirou Walt Disney com suas janelas e portas pequenas, e foi lá que surgiu a ideia do cenário do filme Pinóquio. Já chegamos tarde e ficamos pela praça principal onde jantamos e curtimos a paisagem. De lá fomos para PRAGA. Sim, eu disse PRAGA!!!! A viagem, na parte da Alemanha é rápida por conta das estradas, mas quando você chega na Republica Tcheca, ai meu deus!!!! Tem que andar devagarinho. Chegamos umas 2 horas da madrugada. E como havia obras nos arredores, ficamos dando muitas voltinhas até descobrir um caminho alternativo no GPS. Chegamos no hotel e surpresa! Um lindo hotel estilo Philippe Starck. Hotel Kings Court - U Obecniho Domu, 3 www.hotelkingscourt.cz

7o dia – Em Praga nossa diária também estava com café da manhã incluído. E neste “buffet breakfast” havia até salmão defumado para minha alegria. A localização também é excelente. Na “Republic Square”, bem ao lado do famoso Art Nouveau Municipal House e do Shopping Center Palladium. Depois do brunch fomos passear pela cidade e constatei que Praga já não é mais a mesma. Estava lotada de turistas por todos os lados. Começamos pelo bairro judaico e logo depois paramos no Kafka Café. Um capuchino e continuamos pela Pariska até chegar ao Rio. Lá passeamos de barco – valeu super a pena –  e depois comemos em um restaurante na rua da ponte – U ZLATEHO STROMU – que também é um hotel 4 estrelas. Bem, eu queria até comprar umas taças de vinho rubi, mas não achei nada de interessante. Tudo muito caro e muito cheio. Quase no fim da tarde eu, muito cansada, voltei para o hotel para descansar enquanto o marido perambulava pelas ruas. Cheguei a ir até o shopping na frente do hotel, mas o corpo pedia cama. Descansei e à noite jantamos na praça do relógio

8o dia – Acordamos e fomos à pé até o Castelo de Praga. Eu já conhecia, mas tive que voltar porque é um passeio maravilhoso de fazer. Depois da visita almoçamos em um restaurante bem ao lado do Kafka Museum que foi maravilhososo. Meu  risoto de funghi, estava divino. Voltamos ao hotel e no fim da tarde seguimos para Berlin…..Chegamos bem tarde na cidade e já deu para sentir que eu me apaixonaria pela cidade. Ficamos hospedados no Circus Hotel. Dica de um amigo que mora lá. Bom, bonito e barato! www.circus-berlin.de/   Esse hotel fica em Mitte, uma região super bacana!!!!!!

9o dia – Wake up! You are in Berlin! E em Berlin não dá pra perder tempo. É muita coisa pra fazer. Pegamos o carro e fomos até o Portão de Brandenburgo. Situado no centro da cidade, esse monumento foi testemunha de numerosos acontecimentos históricos e também um marco tanto da divisão como da unificação da Alemanha. Pelo portão, construído entre 1788-91 por Karl Gotthard Langhans, passaram desde as tropas de Napoleão, desfiles nazistas até tanques russos. Durante a II Guerra Mundial ele foi severamente destruído. E desde a queda do Muro em 1989 tornou-se o símbolo mais destacado da reunificação do país. Bem ao lado, a poucos metros dali, está o Parlamento hoje denominado Bundestag. O edifício construído no final do séc. XIX foi destruido durante a II Guerra Mundial e restaurado no final do séc. XX para acolher o novo parlamento da Alemanha reunificada, depois da queda do muro de Berlim. De lá já paramos em uma Wurst para comer o tão famoso cachoro quente de linguíça. Bom D+. Devolvemos o carro na Hertz, e de metrô fomos até Check Point Charlie. Durante a divisão existiam oito pontos de passagem entre o lado oriental e ocidental, o mais famoso de todos ficou conhecido como Checkpoint Charlie, onde hoje em dia está situado o “Haus am Checkpoint Charlie”, um museu que mostra centenas de fotos, documentos, vídeos e muitos outros objetos relacionados ao Muro de Berlim e às pessoas que foram mortos ao tentarem fugir para a parte ocidental da cidade na Guerra Fria. Não entramos no museu, mas passeamos pela seção mais comprida  do que restou do Muro ali em East-Side-Gallery. Essa parte oriental, às margens do rio Spree, tem um comprimento de 1,3 quilômetros. Está coberta de grafitis que foram realizados em 1990 por 118 artistas internacionais, convertendo-se assim na galeria de pintura ao ar livre mais comprida do mundo. Depois visitamos uma exposição permanente de fotos tiradas durante a era Hitler. Topography of Terror pode ser visitada no local onde era o Reich Security Main Office e o SS High Command and the Security Service - Niederkirchnerstraße 8. Sai de lá, é claro, chocada com as fotos e as marcas desse momento da história de tanto sofrimento. À noite fomos em um bar super hiper mega bacana com o meu amigo que mora em Berlin. O lugar é point !!!!! Anotem o nome do bar com cara de sala de estar:  Wohnzimmer, fica em Prenzlauer Berg!


10o dia – Dia do meu aniversáriooooooooo!!!!!!!! Acordamos e com céu azul fomos para a Ilha dos Museus – Museumsinsel. Os cinco museus que ficam lá são: Museu Antigo, o Museu Novo, a Antiga Galeria Nacional, o Museu Bode e o Museu de Pérgamo. Compramos o passe de 1 dia – 15 euros que dá para visitar 3 museus se começar o dia cedo. compre aquele passe de 1 dia.  Começamos pela Alt National Galerie, que tem vários impressionistas, depois almoçamos no MENGER- KRUG – comi aspargus com batata e Murilo salsichões com batata. Cerveja “rosa” que é típica de Berlim, com strawberry!!!! Restaurante muito bom!!! Depois fomos ao Pergamonmuseum, para mim, o mais incrível de todos!!!!!!!!! Lá estão preciosidades como a Porta do Mercado de Mileto (200 a.C.), a Porta de Ischtar (600 a.C.), o Altar de Pérgamo e a Coleção de Antiguidades (Antikensammlung). Por fim, andamos até o Museu Antigo (Altes Museum) de K. F. Schinkel, o primeiro dos museus de Berlim, inaugurado em 1830.  O edifício foi danificado gravemente durante a guerra e permaneceu como ruína durante muito tempo . Recentemente foi reinaugurado e agora abarca a coleção egípcia com o ilustre busto da Nefertiti.  Depois dessa “aula” de história incrível, voltamos para o hotel. Fomos jantar em uma pizzaria deliciosa pra comemorar mais 1 ano de VIDA!!!!!

 

 

11o dia – Acordamos e de metrô fomos até a Igreja Kaises-Wilhelm-Gedachtnis, na Praça Breitscheidplatz, zona oeste da cidade. Construída por volta de 1890 e símbolo da Berlim Ocidental, ela foi bombardeada em 1943. Sem um pedaço de sua torre, mas ainda com as ruínas conservadas, hoje é possível ver fotos de antes e depois da guerra e algumas relíquias que sobreviveram aos ataques. A região também é bastante movimentada. Várias lojas e restaurantes. Passeamos por ali e depois fomos até  a Unter den Linden e almoçamos no Schinkel-klause. Comi um ravioli de Aspargus sensacional e depois fomos caminhar pela Alexanderplatz. Voltamos para o Hotel e de lá fomos para o aeroporto com uma certeza: voltaremos para a Alemanha.

 



Uma resposta

  1. Dri, vou aproveitar muuuito as suas dicas na Europa! Bjs.

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